Viajar sozinha é, pra mim, uma das experiências mais transformadoras que uma mulher pode viver. Eu sei porque faço isso com frequência — e com paixão. Já atravessei desertos no Chile, tomei banho de mar ao pôr do sol no sul da Bahia, me perdi nas ruelas de Lisboa e já chorei sozinha — de alegria, juro! — ao ver o nascer do sol no alto de uma trilha na Chapada dos Veadeiros. Então, ao longo dos anos, essas aventuras solo me ensinaram a me ouvir, a me respeitar e, principalmente, a confiar em mim.
E, olha, nem sempre foi assim. Também já senti aquele friozinho na barriga antes de embarcar, aquele medo do “e se?”. Mas a verdade é que viajar sozinha não significa estar só. Significa estar inteira. Presente. Livre. É um convite à autonomia, à leveza e ao prazer de criar memórias que são só suas.
No Brasil, temos destinos incríveis que acolhem mulheres viajantes com charme, cultura, natureza e segurança. Não é preciso sair do país para viver uma jornada transformadora. E como uma entusiasta incurável de viagens — daquelas que já arruma a mala mentalmente só de ouvir a palavra “feriado” — eu preparei uma seleção especial com 7 destinos encantadores para quem quer começar (ou continuar) a se aventurar por aí sozinha. Também incluí dicas práticas e um relato inspirador que pode te dar aquele empurrãozinho gostoso pra sair do plano de viagem e embarcar de vez.
Vamos juntas? Eu te acompanho nesse caminho. 💛✈️
7 destinos encantadores para sua viagem solo feminina
1. Chapada dos Veadeiros (GO)

Ah, a Chapada dos Veadeiros… Só de escrever já me dá uma vontade de voltar! Esse cantinho mágico de Goiás é daqueles lugares que abraçam a gente por dentro. Sabe quando a paisagem é tão bonita que você sente vontade de respirar mais devagar, só pra não perder nada? Pois é isso. 🌿
A região é composta principalmente por dois núcleos deliciosos: Alto Paraíso de Goiás e a Vila de São Jorge. Alto Paraíso tem uma estrutura um pouco maior, com restaurantes naturais, lojinhas místicas, cafés aconchegantes e pousadas estilosas. Já São Jorge, menor e mais rústica, é perfeita se você busca sossego, céu estrelado e aquele clima de vila alternativa em meio à natureza.
Minhas dicas de ouro
- Trilhas e cachoeiras: Comece pelas trilhas do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros — as da Janela, dos Saltos e do Cânion II são imperdíveis. A Cachoeira dos Cristais é perfeita pra quem quer algo mais fácil e muito lindo.
- Céu estrelado de verdade: A Chapada é considerada um dos melhores lugares do Brasil pra observação astronômica. Se puder, agende um tour guiado com telescópio — você vai ver Saturno com os próprios olhos!
- Alimentação leve e deliciosa: Prepare-se pra uma maratona de comidinhas vegetarianas, cafés com leite de castanha, e bolinhos de cerrado que você nem sabia que existiam (e vai querer repetir).
- Espiritualidade sem exagero: Aqui tem reiki, cristais, massagens ayurvédicas, banhos de ervas… mas sem pressão, só se for do seu interesse. É aquele tipo de lugar onde a gente se sente bem só de estar.
Segurança e acolhimento? Nota 10. As viajantes solo que conheci por lá (e foram várias) se sentiam muito bem-vindas e tranquilas. A vibe é colaborativa, gentil, e muitos estabelecimentos são administrados por mulheres.
Se o que você procura é natureza poderosa, paz interior, gente interessante e beleza em estado bruto, coloque a Chapada no topo da sua lista. E, ah! Leve calçado confortável, um casaco leve (as noites podem ser frescas mesmo no calor) e o coração bem aberto. Vai valer cada segundo. ✨💚
2. Bonito (MS)

Ah, Bonito… o nome não é exagero! Esse pedacinho de paraíso no Mato Grosso do Sul é um verdadeiro convite para mergulhar (literalmente) em paisagens de tirar o fôlego e em experiências que ficam tatuadas na memória. Já fui duas vezes e, sinceramente, iria outras dez. É um daqueles lugares que a gente sai querendo proteger com carinho.
Considerada a capital nacional do ecoturismo, Bonito é perfeita para mulheres que viajam sozinhas e buscam conexão com a natureza, sem abrir mão da segurança e da organização. Lá, quase tudo funciona com agências e guias locais credenciados – o que dá uma sensação maravilhosa de tranquilidade. Você pode montar seu roteiro com antecedência e escolher entre as atividades que mais combinam com seu estilo: contemplativo, aventureiro ou um mix dos dois.
O que eu recomendo
Entre os destaques que eu amo indicar está a flutuação no Rio da Prata, uma das experiências mais mágicas que já vivi. Você simplesmente boia em águas cristalinas, entre peixes coloridos, como se tivesse mergulhado num documentário do Discovery Channel. E sem precisar ser mergulhadora profissional! Outro passeio imperdível é a Gruta do Lago Azul – prepare-se para descer muitos degraus, mas valerá cada passo.
Para quem gosta de trilha leve com banho de cachoeira no final, o Parque das Cachoeiras ou a Estância Mimosa são boas pedidas. Já para as mais aventureiras (alô, corajosas!), tem rapel e mergulho em cavernas como o Abismo Anhumas – com guias super treinados, claro.
Onde se hospedar
A cidade em si é bem tranquila, com ruas planas e boas opções de hospedagem, desde pousadinhas familiares super charmosas até hotéis com infraestrutura completinha. À noite, você pode curtir o centrinho, caminhar na Rua Pilad Rebuá e experimentar delícias regionais como o pacu na brasa ou a sopa paraguaia – e sim, essa última é uma torta, vai entender!
Dica de ouro? Bonito exige planejamento. A maioria dos passeios tem limite diário de visitantes, então vale fechar tudo com antecedência. E, se você curte conhecer gente nova, os grupos são sempre bem misturados e abertos: tem famílias, casais e cada vez mais mulheres viajando sozinhas – como nós.
Bonito é natureza, é acolhimento e é aquela sensação de: “Sim, eu sou capaz de fazer isso por mim mesma”.
3. Paraty (RJ)

Paraty é uma daquelas cidades que parecem ter saído de um livro de histórias – e com certeza, se você gosta de charme, cultura e um toque de mar, vai se apaixonar rapidinho. Eu mesma já fui pra lá sozinha (e acompanhada também!) e posso dizer com toda convicção: é um dos destinos mais acolhedores e encantadores do Sudeste para uma viagem solo feminina no Brasil.
O centro histórico é um deslumbre. Com suas ruas de pedra, casinhas coloridas e igrejinhas coloniais, Paraty te convida a desacelerar. Dá vontade de caminhar sem pressa, entrar em cada lojinha de artesanato, tomar um cafezinho com bolo de fubá e conversar com quem passa. E quando você viaja sozinha, esses momentos ganham outro valor, né?
O que não pode faltar no roteiro:
- Passeio de barco pelas ilhas e praias da baía de Paraty. São águas calmas, verdes e transparentes que dão vontade de morar dentro. Dá pra contratar lanchas compartilhadas com grupos pequenos – ótimo pra socializar ou só curtir o mar em boa companhia.
- Caminhadas pelas trilhas do Saco do Mamanguá ou da Praia do Sono. Natureza e paz no mesmo pacote.
- Apreciar a cena cultural. Paraty é palco de festivais o ano todo, como a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), o Bourbon Festival (jazz e blues), e encontros de cultura caiçara. Sempre tem música boa, rodas de conversa e arte pulsando.
- Comida boa e acessível. Vai de PF em restaurante caseiro até moqueca sofisticada à beira-mar. E o famoso sorvete de gengibre com cachaça? Testado e aprovado por mim.
Segurança? Paraty tem policiamento ativo nas áreas turísticas e os moradores são muito receptivos. É fácil se sentir acolhida e, de quebra, fazer amizades. Hospedagens charmosas e bem avaliadas não faltam – de pousadas boutique a hostels com quartos individuais e cozinha compartilhada.
Paraty é o tipo de lugar que conversa com a gente: sobre o tempo, sobre a vida, sobre as escolhas. Viajar sozinha pra lá é abrir espaço pra escutar tudo isso… com os pés descalços e o coração leve. 💙
4. São Paulo (SP)

Pode parecer improvável para algumas pessoas, mas te garanto: São Paulo é uma das minhas cidades favoritas para uma viagem solo feminina no Brasil. E não, não é só porque tem tudo — é porque tem tudo com alma, com história, com possibilidades infinitas. A maior metrópole do país pode assustar à primeira vista, mas quando a gente olha com mais calma, ela se revela acolhedora, vibrante e cheia de cantinhos feitos para explorar no nosso tempo, do nosso jeito.
– Vamos começar pelos museus?
O MASP na Avenida Paulista é parada obrigatória. O acervo é riquíssimo e o prédio é um ícone. Já o Museu da Língua Portuguesa, ali coladinho na Estação da Luz, é emocionante — uma verdadeira ode à nossa língua e às histórias que ela carrega. E se você curte arte contemporânea (eu amo!), o Instituto Tomie Ohtake e o Museu da Imagem e do Som (MIS) trazem sempre exposições provocativas e inspiradoras.
– Culinária paulistana
Agora, se o assunto é gastronomia, prepare-se: SP é um banquete para todos os paladares. Sozinha? Sem problema. A cidade é cheia de espaços pensados para quem come só — do café da manhã ao jantar. Gosto especialmente de almoçar na Padoca do Mani, fazer uma pausa com bolo e café na Livraria da Vila e explorar os restaurantes do bairro Pinheiros, onde a culinária brasileira e internacional se encontram sem frescura. E tem comida vegana, japonesa, francesa, nordestina, tailandesa… só escolher o clima do dia.
– Parques
Quer respirar? Vá para o Parque do Ibirapuera, claro — aquele clássico que nunca perde a graça. Mas também te recomendo o Parque da Água Branca, com ares bucólicos no meio da cidade, e o Horto Florestal, perfeito pra quem gosta de verde, silêncio e trilhas leves.
A cidade também é perfeita para quem ama feiras criativas, livrarias independentes, cinemas de rua e eventos culturais. Aos sábados, vale caminhar pela Paulista fechada para pedestres, com artistas de rua e uma energia contagiante. Já o Beco do Batman, na Vila Madalena, é uma explosão de cor e arte urbana — ótimo para quem quer tirar fotos lindas e se inspirar com o grafite paulistano.
Agora um detalhe que faz toda a diferença: o transporte público funciona bem, especialmente o metrô. É limpo, seguro, rápido e conecta você aos principais pontos turísticos da cidade. E se você preferir caminhar, bairros como Vila Mariana, Pinheiros, Higienópolis e Vila Madalena são ótimos para isso — arborizados, cheios de cafés, lojas e galerias.
– Onde ficar
Hospedagem? Sou fã dos hostels boutique e das pousadas urbanas que têm se espalhado pelos bairros mais descolados da cidade. Muitas são geridas por mulheres e têm aquele atendimento cheio de cuidado que a gente tanto valoriza.
Viajar sozinha por São Paulo é mergulhar no novo o tempo todo. É se surpreender com a delicadeza no meio do caos. E é saber que, mesmo numa cidade de 12 milhões de pessoas, tem espaço pra gente se encontrar — com cultura, comida boa, segurança e liberdade.
5. Recife & Olinda (PE)

Ah, Recife e Olinda… esse duo pernambucano é um verdadeiro presente para quem viaja sozinha. Aqui, o que não falta é cor, cultura, calor humano — e, claro, muito frevo no pé, mesmo que fora do Carnaval.
Começando por Olinda, que parece saída de um livro de aquarelas. Suas ladeiras de pedra contam histórias em cada passo, com igrejas barrocas imponentes, como a do Alto da Sé, e ateliês escondidos em casarões coloniais cheios de alma. É o tipo de lugar que te convida a andar devagar, a conversar com artistas locais, a parar pra tomar uma água de coco admirando a vista pro mar. Uma delícia pra quem quer desacelerar com segurança e poesia.
Onde ir
Do outro lado da ponte está Recife, moderna, vibrante e cheia de surpresas. Você pode começar pelo Recife Antigo, onde o Marco Zero te dá boas-vindas e as ruas calçadas te levam até o Paço do Frevo e o Cais do Sertão — dois museus incríveis que misturam música, arte e história com muita interatividade. Já pensou em aprender a dançar frevo sozinha, com a cara e a coragem? Eu já tentei e, olha… vale pela diversão (e pelas fotos!).
Recife também tem uma cena gastronômica pra lá de interessante, com muitos cafés charmosos, restaurantes com comida regional repaginada e lugares ideais pra sentar, observar e curtir a própria companhia — um luxo que toda mulher viajante merece. Ah, e se quiser experimentar tacacá ou bolo de rolo, está no lugar certo!
Onde ficar
A rede turística local é bastante preparada para receber mulheres que viajam sozinhas, com boas opções de hospedagem em bairros como Boa Viagem e Graças, onde há policiamento, transporte fácil e clima acolhedor. E ainda tem praia! Boa Viagem é perfeita pra um banho de mar cedinho ou uma caminhada ao entardecer.
Em resumo: Recife e Olinda são uma dobradinha de respeito — tradição e modernidade, calmaria e agito, tudo com sotaque nordestino e braços abertos pra quem chega sozinha… mas sai com o coração cheio de histórias.
6. Florianópolis (SC)

Ah, Floripa… meu porto seguro quando quero praia, natureza e uma pitada de paz misturada com aventura. Para quem viaja sozinha, ela é uma joia rara — acolhedora, acessível, segura e cheia de lugares que parecem feitos sob medida pra recarregar as energias (ou dar aquele mergulho interno que a gente tanto precisa de vez em quando).
Florianópolis é grande o suficiente pra ter diversidade e pequena o bastante pra você se sentir em casa. Praias como Campeche, Barra da Lagoa e Daniela são ideais pra quem quer tranquilidade — areia branca, mar calmo e pousadinhas que parecem extensão da casa da gente, onde os donos te chamam pelo nome já no segundo dia.
Minha dica: faça uma trilha
Se você, como eu, gosta de caminhar por trilhas com cheiro de mata e vista de tirar o fôlego, vai se encantar com a Trilha da Lagoinha do Leste — um verdadeiro cartão-postal escondido — e a mais leve, mas não menos linda, Trilha da Costa da Lagoa, que mistura vegetação, história e até paradas pra comer peixe fresquinho em restaurantes rústicos à beira do caminho.
A Lagoa da Conceição é onde tudo se mistura: gastronomia, vida noturna leve, lojinhas, cafés pra sentar e escrever no diário de viagem ou só observar a vida passar. Uma vibe boêmia e segura que acolhe mulheres solo com tranquilidade. Hospedar-se ali é uma ótima ideia, porque tudo fica perto e o deslocamento é fácil, até mesmo de ônibus.
E por falar em deslocamento, Floripa é uma cidade onde você pode alugar um carro, sim, mas também consegue fazer muita coisa de transporte público e até mesmo de bicicleta, se o tempo permitir. Pousadas familiares e hostels boutique são ótimas opções pra quem quer sossego com um toque de charme — e, claro, aquele atendimento afetuoso que faz toda a diferença.
Se eu puder dar um conselho? Reserve uns dias a mais. A ilha tem um tempo próprio, mais devagar, mais conectado com o que importa. E às vezes, é só isso que a gente precisa.
7. Curitiba (PR)

Curitiba pode não parecer, à primeira vista, aquele destino clássico para quem quer se aventurar sozinha, mas deixa eu te contar: é uma cidade surpreendente! Moderna, limpa, bem sinalizada e com um transporte público que funciona (e isso já é um alívio pra quem viaja sozinha, né?). Além disso, a capital paranaense tem um quê de organização e acolhimento que me ganhou logo de cara.
Por que vale a pena?
Porque Curitiba combina natureza, cultura e praticidade — e tudo isso com muita segurança. Dá pra bater perna o dia inteiro por pontos turísticos lindos, se encantar com os parques e ainda provar delícias típicas como o barreado, o pinhão ou até um bom café colonial.
O que fazer sozinha em Curitiba:
- Passeio de ônibus Linha Turismo. É um roteiro circular por mais de 20 atrações da cidade. Você sobe e desce onde quiser — perfeito pra quem não quer se preocupar com transporte entre os pontos.
- Jardim Botânico. Não tem como ir a Curitiba e não tirar uma foto na famosa estufa de vidro. Mas além do clique, vale muito andar pelos jardins e sentar pra ler um livro ali, ouvindo os passarinhos.
- Ópera de Arame + Parque das Pedreiras. Cenário de filme, viu? Com sorte, você ainda pega um ensaio ou apresentação gratuita por lá.
- Feirinha do Largo da Ordem (aos domingos). Tem de tudo: artesanato, comidinhas, antiguidades… e é cheia de vida!
- Museus incríveis, como o MON (Museu Oscar Niemeyer), com obras que impressionam e um café delicioso pra fechar a visita com chave de ouro.
Onde ficar?
A cidade tem ótimas opções de hospedagem em bairros bem localizados, como Batel, Centro e Água Verde. Há hostels charmosos, pousadas confortáveis e hotéis com ótimo custo-benefício. E o melhor: a maioria é super segura para mulheres viajando sozinhas.
Curitiba é pra quem gosta de se cuidar viajando. Sabe aquela sensação de que está tudo no lugar certo, mas sem perder o charme e o verde? É isso. Um destino urbano com alma tranquila, que abraça mulheres solo com estrutura e uma energia deliciosa. Eu fui e voltei com vontade de ficar mais — e olha que isso não acontece sempre!
Dicas práticas para viajar sozinha com tranquilidade
✨ Hospedagem
- Prefira hotéis e pousadas bem avaliados, com atenção à segurança, iluminação e localização.
- Hostels e espaços com áreas comuns são ótimos para fazer novas amizades e trocar dicas.
🛣 Transporte
- Use apps de transporte e evite caminhadas sozinha à noite
- Se for alugar carro, opte por locadoras de confiança e evite trajetos isolados após escurecer.
🧭 Segurança
- Informe a rota e hotéis a amigos ou família.
- Mantenha o celular carregado e com internet ou chip ativo.
- Se sentir insegurança, procure lugares com movimento ou peça ajuda a funcionários.
🧳 Organização pessoal
- Priorize bagagem leve, funcional e versátil.
- Documentos e valores guardados em diferentes lugares reduzem riscos.
A jornada de Carla: sozinha, mas mais inteira do que nunca
Quando a Carla me contou sua história, eu sorri com os olhos marejando. Sabe aquelas mulheres que você sente que estava só esperando um empurrãozinho da vida pra florescer? Pois é. Aos 42 anos, ela era contadora, morava em Campinas e vivia numa rotina redondinha — confortável, mas sem poesia. Até que um dia, entre um café preto e uma planilha de Excel, ela digitou no Google: “viagem solo feminina Brasil”.
Destino escolhido: Bonito, no Mato Grosso do Sul. E olha… a escolha não podia ter sido mais certeira. Com o coração acelerado e a planilha transformada em roteiro eco, Carla organizou cada detalhe com a delicadeza de quem prepara um novo capítulo da própria vida. Escolheu pousadas com boas avaliações, entrou em grupos de viajantes, anotou todas as dicas de segurança e — isso eu achei lindo — começou a ensaiar sua independência bem antes do embarque.
Faça um exercício pré-viagem
Ela me disse: “Marina, antes mesmo da viagem, comecei a sair sozinha pra tomar café. Era estranho no começo, mas foi libertador”. E sabe que ela estava seguindo, sem saber, o que especialistas recomendam? Segundo o portal Universa UOL, esse é um ótimo exercício pré-viagem. Sair sozinha, mesmo que seja pra um café ou um cineminha, ajuda a driblar o medo da solidão e fortalece a confiança na nossa própria companhia.
Já em Bonito, entre um mergulho transparente e outro, Carla conheceu uma mochileira com um brilho nos olhos. “Você precisa ir pra Chapada dos Veadeiros”, disse a nova amiga. A Carla, que até ali estava numa vibe “pé no chão e água de coco”, topou. Dias depois, ela estava subindo trilhas, enfrentando o medo de altura e escrevendo no caderno de viagem:“Me sinto dona da minha coragem. Sozinha, mas inteira.” Não é poesia pura?
Mais leve e mais conectada
De lá pra cá, Carla não parou mais. Viajar virou seu vício bom. Ela já foi pra São Miguel dos Milagres, Floripa e até Salvador no verão. Diz que, sozinha, se sente mais aberta às pessoas, mais leve e mais conectada com ela mesma. E sim, também mais cuidadosa — porque liberdade e segurança andam de mãos dadas.
Aliás, falando em segurança, uma matéria que li na Marie Claire revelou que 75% das mulheres que viajam sozinhas priorizam hospedagens bem avaliadas e com bom suporte, sem abrir mão da liberdade.
A Carla é uma dessas. Dorme tranquila porque pesquisa tudo antes, pergunta, conversa com outras viajantes e faz da informação sua melhor amiga de estrada. E foi assim, em uma viagem planejada com carinho, que ela se reencontrou com algo que andava escondido: o amor por si mesma. No fim das contas, a Carla entendeu o que muitas de nós só descobrimos na prática: viajar sozinha não é sobre estar só, é sobre estar inteira.
E você? Vai esperar mais quanto tempo pra viver uma história assim?
Conclusão
Viajar sozinha pelo Brasil pode ser acolhimento, autodescoberta e liberdade. Cada destino desta lista oferece segurança, paisagens de tirar o fôlego e a chance de ser protagonista da sua própria história. Se está com vontade, vem: a estrada é sua companheira.
Você já viajou sozinha? Conta pra gente nos comentários!

