Oi, minha leitora querida! Eu sou a Marina Farias e hoje a conversa é com você que ama uma boa maratona de série. Mas não qualquer série: aquelas com mulheres fortes e inspiradoras, que enfrentam o mundo com coragem, humanidade e uma dose generosa de café ou sarcasmo (dependendo do dia).
Se você também anda cansada de ver personagens femininas rasas ou que só servem para impulsionar a jornada do mocinho, esse artigo é pra você. Preparei uma seleção com séries que colocam as mulheres no centro da narrativa, em papéis complexos, desafiadores e, acima de tudo, reais.
E como a vida não é feita só de drama, a lista tem de tudo: intrigas políticas, histórias de amor, bastidores de bandas, realeza, amadurecimento e até um pouco de espionagem. Vamos nessa?
Por que as séries com protagonismo feminino são tão importantes?
Durante muito tempo, as mulheres foram retratadas nas séries como coadjuvantes, donas de casa perfeitas, românticas incorrigíveis ou vilãs desequilibradas. Mas felizmente esse cenário vem mudando (e como!).
Hoje, a televisão tem nos dado personagens que erram, aprendem, se levantam, choram, se apaixonam e comandam. Personagens que refletem a diversidade das nossas experiências como mulheres.
Segundo a pesquisadora Ana Paula Goulart Ribeiro, da Escola de Comunicação da UFRJ, “as séries se tornaram espaços privilegiados para pensar e discutir as transformações da condição feminina na contemporaneidade”. E não é que ela tem razão?
Séries com mulheres fortes e inspiradoras para colocar na sua lista
The Diplomat

Tem gente que resolve crise com uma xícara de chá e um olhar firme. Essa é a Kate Wyler. Em A Diplomata (uma das grandes surpresas de 2023 que ainda rende em 2025) a gente acompanha essa mulher brilhante (vivida pela maravilhosa Keri Russell) que, do dia pra noite, troca as zonas de conflito pelo cenário político cheio de pompa do Reino Unido. E não é uma troca qualquer: ela vira embaixadora dos Estados Unidos bem no meio de uma crise internacional daquelas que tiram o sono.
Só que Kate não é do tipo que se deslumbra com palácios ou tapetes vermelhos. Ela prefere ação nos bastidores e discursos certeiros. E agora precisa lidar com toda a visibilidade — e as armadilhas — de um cargo onde cada gesto tem peso político. E, como se já não bastasse o mundo quase pegando fogo, tem mais: seu casamento com Hal Wyler (o carismático Rufus Sewell) anda mais complicado do que uma negociação diplomática entre rivais históricos.
Com diálogos inteligentes, tensão na medida e um figurino que a gente adoraria copiar, A Diplomata mistura política, poder e vulnerabilidade feminina de um jeito que prende a gente do começo ao fim. Prepare o sofá e o coração, porque essa série mostra que por trás de grandes decisões geopolíticas, também existem sentimentos, dilemas e uma mulher tentando dar conta de tudo — como tantas de nós.
Por que assistir? Porque é um thriller político com uma protagonista feminina que não se curva ao poder, mas também não tenta ser “durona” o tempo todo. Ela é humana, brilhante e… sim, falha. E a gente se reconhece nisso. Pode ser assistido na Netflix.
Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton

Se você, como eu, é fã de Bridgerton e adora um drama de época com vestidos deslumbrantes, intrigas palacianas e personagens femininas que sabem exatamente onde pisam (ou que aprendem rapidinho), então prepare-se: Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton é um verdadeiro presente.
A série nos leva de volta ao início da trajetória da poderosa e imponente Charlotte, que conhecemos na versão adulta interpretada pela maravilhosa Golda Rosheuvel — e aqui ganha juventude e profundidade na pele da talentosa India Amarteifio. A história começa quando Charlotte, ainda muito jovem, é enviada para a corte britânica para se casar com um rei que ela nunca viu na vida. Isso mesmo, rainha antes mesmo de saber o nome do seu futuro marido!
Mas Charlotte não é do tipo que aceita as coisas calada. Inteligente, estratégica e dona de um olhar que atravessa qualquer salão real, ela logo percebe que, se quiser sobreviver (e reinar com dignidade), vai precisar aprender as regras do jogo. Ou melhor: vai precisar criar as suas próprias regras.
Entre olhares desconfiados, alianças improváveis e um romance que começa hesitante mas vai ganhando força, ela começa a mostrar que, sim, uma mulher pode ocupar o centro do poder — mesmo em um mundo feito para homens.
E como bônus, temos Lady Danbury, ainda jovem, mas já cheia de personalidade, mostrando que essa geração de mulheres fortes e brilhantes começou bem antes dos bailes em que Anthony e Daphne Bridgerton rodopiavam.
É uma série sobre amor, ambição, coragem e sobre o que significa ocupar um espaço que ninguém queria ceder. Um lembrete lindo — e muito estiloso — de que força também pode ser delicada, e que realeza se constrói com muito mais que coroas.
Por que assistir? Além dos figurinos deslumbrantes (sim, eu reparo em cada detalhe), a série mostra a força de uma mulher negra em um ambiente hostil, enfrentando o racismo, o preconceito e o peso de estar em uma posição de poder tão jovem. Está disponível na Netflix.
Daisy Jones and The Six

Daisy Jones & The Six é aquele tipo de série que te leva direto para os bastidores de uma das fases mais fascinantes da música: o rock dos anos 70. E não só pela estética — que está impecável, diga-se de passagem —, mas pelo turbilhão de emoções, encontros e desencontros que movem essa banda fictícia que a gente jura que já ouviu tocar por aí.
A estrela, claro, é Daisy Jones (vivida lindamente por Riley Keough), uma jovem rebelde, impulsiva e com uma voz marcante, que carrega nas costas o sonho de ser mais do que apenas uma cantora — ela quer ser ouvida de verdade. Enquanto isso, a banda The Six, liderada por Billy Dunne (Sam Claflin), já começa a conquistar seu espaço na cena musical. Mas é quando os dois se cruzam que o verdadeiro espetáculo começa. Um produtor enxerga o potencial explosivo dessa união e junta o que ninguém imaginava que poderia funcionar — e o resultado é pura eletricidade criativa… e caos emocional.
Porque sim, Marina aqui te avisa: Daisy Jones & The Six não é só sobre música. É sobre ego, paixão, vício, lealdade, amor e principalmente sobre mulheres encontrando seu lugar em espaços que historicamente tentaram silenciá-las.
Inspirada no livro de Taylor Jenkins Reid (que é leitura obrigatória, tá?), a série também tem a mão da Reese Witherspoon na produção — ou seja, sabemos que o protagonismo feminino está garantido com carinho e força. Uma história com alma, trilha sonora de arrepiar e personagens tão reais que dá vontade de mandar mensagem no WhatsApp depois do episódio.
Se você ama séries com mulheres fortes, intensas e complexas, essa aqui é para maratonar com o coração na mão e os olhos brilhando.
Por que assistir? Porque fala de paixão, arte, escolhas, amadurecimento e do preço da liberdade. Daisy é falha, é geniosa, é apaixonante. E é isso que a torna tão real. Pode ser assistida no Prime Video.
As Five

Uma série brasileira que merece todos os aplausos. Continuando a história das protagonistas de Malhação: Viva a Diferença, acompanhamos Benê, Tina, Keyla, Lica e Ellen na vida adulta, enfrentando os desafios dos vinte e poucos anos.
As Five é aquela série que dá um quentinho no peito — e um certo nó na garganta. Depois de seis anos seguindo caminhos diferentes, elas se reencontram em São Paulo e redescobrem que, apesar da distância e do tempo, algumas amizades simplesmente não têm prazo de validade.
Agora, em plena fase adulta (ou tentando entender o que isso realmente significa), elas enfrentam dilemas reais: carreira, autoestima, amor, luto, maternidade, ansiedade… Tudo isso com as camadas emocionais que só quem viveu a intensidade da adolescência junta pode entender.
E o mais bonito? É perceber que, mesmo que cada uma tenha mudado, existe uma essência que continua ali — viva, potente e cheia de afeto. Entre cafés apressados, choros inesperados e abraços silenciosos, As Five mostra que crescer não significa seguir sozinha. E que a vida adulta, com todos os seus perrengues e descobertas, pode ser mais leve quando a gente tem com quem dividir o fardo (e as risadas).
Se você já teve uma amizade que sobreviveu ao tempo, essa série vai tocar fundo. Se ainda não teve, vai torcer para encontrar.
Por que assistir? Porque é real, é nossa, é cheia de camadas. Mostra as inseguranças, as descobertas e o apoio entre mulheres que se amam mesmo sendo tão diferentes. Disponível no Globoplay
Big Little Lies

Essa aqui é mais antiga, mas segue atual. Estrelada por Reese Witherspoon, Nicole Kidman, Shailene Woodley, Laura Dern e Zoë Kravitz, a série trata de temas pesados como abuso, maternidade, carreira e amizade.
Big Little Lies é o tipo de série que começa com mães trocando olhares no portão da escola e termina em um mistério de tirar o fôlego. Três mulheres — aparentemente com a vida nos trilhos — se conhecem quando seus filhos passam a frequentar o mesmo jardim de infância. Aparentemente, porque a perfeição ali é só fachada.
Por trás dos sorrisos nas reuniões de pais e das casas com vista para o mar, há segredos, traumas, amores em crise e decisões difíceis. E tudo isso vai ganhando contornos cada vez mais sombrios, até que… acontece um assassinato. Mas calma, não é só sobre o crime. É sobre as camadas que escondemos sob a maquiagem, o salto e o discurso de “tá tudo bem, sim”.
Com atuações impecáveis de nomes como Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley, Big Little Lies é um mergulho elegante — e eletrizante — nas complexidades do universo feminino. E prova que, quando mulheres se unem, a verdade vem à tona. Mesmo que isso custe muito mais do que esperavam.
Por que assistir? Porque não tem como não se envolver com essas personagens. Cada uma com sua carga, sua força, suas escolhas e cicatrizes. Pode ser assistido no HBO Max.
Conclusão
Séries com protagonismo feminino não são apenas sobre mulheres ocupando a cena. Elas são sobre narrativas potentes, humanas, que nos tocam, inspiram e fazem pensar. São retratos de força, mas também de vulnerabilidade. Porque ser forte não é nunca cair, é sempre levantar.
Que tal maratonar alguma dessas histórias e depois vir me contar o que achou?
Compartilhe este artigo com suas amigas que amam séries e mulheres poderosas! E me conta nos comentários: qual personagem feminina de série mais te marcou?
Resumo
- Séries com protagonismo feminino ganham espaço e relevância
- Representações mais humanas e diversas das mulheres na TV
- Indicações: The Diplomat, Rainha Charlotte, Daisy Jones, As Five e Big Little Lies
- As séries não são apenas entretenimento: são espelhos

